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26/03/2018

Simplás dá início nesta terça-feira (27), em Farroupilha (RS), à operação do projeto Plástico do Bem

Programa que pode gerar renda extra para ensino público por meio da educação para reciclagem entra em funcionamento oficialmente às 13h30, na escola Ângelo Chiele

A largada será dada nesta terça-feira (27), em Farroupilha (RS): o Sindicato das Indústrias de Material Plástico do Nordeste Gaúcho (Simplás) põe em operação uma iniciativa inédita de educação e sustentabilidade com potencial de gerar renda extra para escolas públicas, o Plástico do Bem. Alunos e alunas do ensino fundamental serão treinados para coletar, separar e limpar o material plástico consumido nas próprias casas e levar para os colégios, onde será reunido, pesado e adquirido - isso mesmo, mediante pagamento - por uma empresa de reciclagem. A abertura oficial dos trabalhos com a garotada será às 13h30, na escola Ângelo Chiele (Rua Independência, 1011A – Bairro São Luiz).

Nas últimas semanas, o Simplás, em parceria com o Plastivida, instituto sócio-ambiental dos plásticos, e apoio da prefeitura municipal de Farroupilha, por meio das secretarias municipais de Educação e Meio Ambiente, concluiu as etapas de apresentação do programa e capacitação a diretores, vice-diretores, orientadores pedagógicos e professores. Ao todo, cerca de 6 mil estudantes e 500 professores de 20 escolas da rede municipal receberão coletores de material plástico desenvolvidos e fornecidos especialmente para o Plástico do Bem. 

Além disso, em cada instituição de ensino já estão instalados os recipientes de grande volume para destinação do material arrecadado - os chamados big bags. (Abaixo, confira em detalhes o funcionamento do projeto.)

“O Plástico do Bem vem agora como ponto culminante do nosso trabalho. O plástico não polui. Quem polui somos nós, seres humanos. É tão simples, mas é um raciocínio que precisamos desenvolver. Precisamos entender a nossa responsabilidade no processo, para adotar uma atitude transformadora”, afirma a secretária de Educação de Farroupilha, Elaine Giuliato.

O Simplás oferecerá a capacitação, o material didático, os coletores e os big bags para o andamento do projeto. Mas cada escola terá autonomia para organizar a coleta, a entrega para a empresa recicladora parceira do Plástico do Bem e a gestão dos recursos obtidos com a destinação do material plástico limpo pós-consumo.

“Quem polui somos nós, porque não temos o hábito da destinação correta dos produtos depois que os utilizamos em nossas vidas. Um dos maiores ambientalistas deste país, o gaúcho José Lutzemberger, ensinava que poluir é jogar a coisa certa no lugar errado. Com a educação para a sustentabilidade, queremos destinar as coisas certas para os lugares certos”, declara o presidente do Simplás, Jaime Lorandi. 

 

Material didático terá versão online e impressa

A trajetória do sindicato com projetos de sustentabilidade inclui as duas edições do Recicla Plastech Brasil, que destinou banquinhos e lixeiras confeccionados com resina plástica reciclada às escolas públicas de Caxias do Sul, Farroupilha e Flores da Cunha (RS). E também as campanhas Descarte Certo, promovendo a arrecadação de plástico pós-consumo em troca de itens de utilidade doméstica, durante as Semanas Municipais do Meio Ambiente. Além do apoio, com uma grande ação de recolhimento de material  junto às escolas e fornecimento de coletores, ao programa Engenharia Solidária, da Universidade de Caxias do Sul (UCS), que obtém recursos para atendimento de animais domésticos abandonados por meio da destinação de tampas plásticas para reciclagem.

“Já nos engajamos em outros projetos de reciclagem antes, mas começamos a perceber que faltava a educação. As pessoas acabavam fazendo meio no piloto automático, sem pensar muito a respeito. Agora vamos buscar este avanço, porque queremos uma verdadeira mudança de comportamento”, comenta o diretor executivo do Simplás, Zeca Martins.

Parceiro do Plástico do Bem, o instituto Plastivida, além de conduzir o processo de capacitação de professores e estudantes, também desenvolveu o material didático, que terá duas edições. Uma, online, para os alunos de maior idade, e outra em versão impressa colorida, de 26 páginas, com história e atividades educativas, para os pequenos.

“Precisamos estabelecer uma relação madura com o plástico, desde o momento da compra até o descarte, formando um ciclo completo. O plástico é uma ferramenta importantíssima para o desenvolvimento sustentável. Não adianta ser um produto dito verde e não oferecer benefícios sociais. E não adianta oferecer benefícios sociais, sem o compromisso com a sustentabilidade. Já o plástico, é um material que consegue atender tudo isso”, explica o presidente do Plastivida, Miguel Bahiense.

A escolha do local onde o Plástico do Bem ganhará vida nesta terça-feira (27) também tem um motivo especial: reconhecimento. A Escola Ângelo Chiele já conquistou dois prêmios nacionais com projetos de sustentabilidade - um dos quais, rendeu verba para o cercamento da horta coletiva da instituição, que atende cerca de 600 alunos.

 

 

Saiba mais

O projeto Plástico do Bem é uma realização do Simplás, com apoio institucional da prefeitura municipal de Farroupilha, patrocínios máster de Plastivida e Instituto Brasileiro do PVC, patrocínios de Plásticos Itália, JR Oliveira, Bigfer e apoio institucional de Reciclados em Cristo.

O Sindicato das Indústrias de Material Plástico do Nordeste Gaúcho (Simplás) representa mais de 400 empresas de transformação que geram cerca de 9,5 mil empregos diretos em oito municípios (Caxias do Sul, Coronel Pilar, Farroupilha, Flores da Cunha, Garibaldi, Nova Pádua, São Marcos e Vale Real), com estimativa de faturamento anual superior a R$ 3 bilhões. Segundo a Associação Brasileira da Indústria do Plástico (Abiplast), pelo número de empresas instaladas, a região concentra o segundo maior polo de transformação de material plástico do país. 

 

Foto: Gabriel Izidoro

Legenda: Presidente do Simplás, Jaime Lorandi, abriu a etapa de capacitação de professores para o projeto Plástico do Bem, no Centro de Eventos Mario Bianchi, em Farroupilha (RS)

 

 

Em 10 passos

Como funciona o projeto Plástico do Bem

 

1 - o Simplás, em parceria com o Instituto Plastivida, oferece capacitação e material didático para professores e orientadores das escolas participantes

2 - o Simplás fornece milhares de coletores de material plástico para as escolas e todos os estudantes participantes do projeto Plástico do Bem

3 - os professores e orientadores capacitados pelo Simplás, em parceria com o Instituto Plastivida, trabalham noções de reciclagem e sustentabilidade com suas turmas, ensinando formas de descarte correto, separação e limpeza dos materiais plásticos

4 - com o novo aprendizado, em suas residências, os alunos e alunas coletam, separam e limpam o material plástico que poderá ser reaproveitado

5 - de casa, os estudantes recolhem o material acondicionado nos coletores fornecidos pelo Simplás e levam para as respectivas escolas

6 - nas escolas, o material trazido pelos estudantes será armazenado em recipientes específicos (os big bags), também fornecidos pelo Simplás

7 - quando o big bag estiver cheio, a escola acionará a empresa recicladora para fazer a coleta do material

8 - a empresa recicladora passará em cada escola, mediante agendamento, para fazer a pesagem do material recolhido e substituir os big bags cheios por outros vazios

9 - o peso do material recolhido determinará o valor pago ao Círculo de Pais e Mestres (CPM) da escola pela empresa recicladora. É importante que o material esteja separado e limpo corretamente, de acordo com as orientações transmitidas anteriormente, em sala de aula

10 - cada escola poderá utilizar como quiser os recursos obtidos com a venda do material para reciclagem

 

Que tipos de plásticos limpos estão valendo no projeto?

• garrafas PET de qualquer tamanho

• embalagens rígidas, como as de xampu, cosméticos, detergentes e produtos de limpeza

• potes e tampas diversos, como os de produtos alimentícios

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