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05/11/2019

Impacto da saúde mental nos negócios é tema de Reunião-Jantar do Simplás

Evento que fecha o calendário oficial da entidade, dia 11 (segunda-feira), a partir das 19h30, terá palestra da psicóloga da gerência de Promoção da Saúde do Sesi-RS, Maíra Pellin Feldmann

A depressão representa 50% dos afastamentos nas empresas brasileiras. Transtornos mentais e comportamentais são a terceira maior causa de afastamento dos trabalhadores na indústria nacional. No Brasil, mais de 18,6 milhões de pessoas – quase 10% do total da população – sofrem de ansiedade. Diante deste contexto de alerta e indicando medidas de prevenção é que A importância da saúde mental e seu impacto nas empresas, com a psicóloga da gerência de Promoção da Saúde do Sesi-RS, Maíra Pellin Feldmann (foto), será a palestra da próxima Reunião-Jantar do Sindicato das Indústrias de Material Plástico do Nordeste Gaúcho (Simplás). O encontro encerra o calendário oficial da entidade em 2019, dia 11 (segunda-feira), a partir das 19h30, no Restaurante Sica, da Câmara de Indústria, Comércio e Serviços (CIC) de Caxias do Sul (RS).

O programa da noite ainda inclui o lançamento oficial de um novo reconhecimento setorial, o 1º Prêmio Plástico Sul de Inovação e Sustentabilidade, com alcance nos três estados da região Sul do país, e a apresentação de um portfólio de soluções e apoio à exportação e internacionalização de produtos plásticos em embalagens, Utilidades Domésticas, agronegócio e construção civil da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil) e Instituto Nacional do Plástico (INP), o Think Plastic Brazil. A participação no evento é gratuita para associados do Simplás. Não-associados pagam R$ 85 por pessoa. Confirmações de presença e mais informações podem ser obtidas pelo e-mail eventos@simplas.com.br e pelo telefone (54) 3013.8484.

“De forma geral, o estresse é uma problemática forte e contemporânea na sociedade como um todo. No ambiente de trabalho, pode afetar, em diferentes níveis, trabalhadores e lideranças. No caso dos gestores, a incidência é bilateral, pois precisam lidar com a enorme responsabilidade de olhar para a saúde mental de suas equipes e ainda considerar o autocuidado. Adoecimento por saúde mental é muito caro para a indústria. Costuma ser longo. E o tratamento responsivo não é rápido. Há até relação indireta com aumento de acidentes, pois o estresse afeta atenção e concentração”, adverte a palestrante.

Maíra Pellin Feldmann é psicóloga graduada pela Universidade Regional de Blumenau (FURB), especialista pelo Programa de Residência Integrada Multiprofissional em Saúde do Hospital de Clínicas de Porto Alegre (HCPA/UFRGS), mestre em Medicina: Ciências Médicas pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) e analista técnica especializado plena na Gerência de Promoção da Saúde do Sesi-RS.

A entidade desenvolveu uma série de soluções específicas, a partir da constatação do impacto das questões de saúde mental na indústria. A falta de medidas preventivas pode se refletir diretamente nos cofres da empresa. Problemas de saúde mental resultam em aumento dos gastos com seguro de acidentes e adoecimento laboral; aumento no Fator Acidentário de Prevenção (FAP) e no Nexo Técnico Epidemiológico (NTEP), que influenciam no valor final da contribuição ao INSS para fins de Segurança do Trabalho; aumento no turnover e redução de produtividade.  Por outro lado, investir em ações e programas de prevenção nessa temática, costuma exigir pouco investimento financeiro.

“Cada empresa tem sua realidade. E hoje elas estão mais abertas a falar sobre saúde mental. Hoje as pessoas estão mais sensíveis ao assunto e o Sesi-RS estimula a prática de ações preventivas no ambiente de trabalho. Também consideramos muito estratégico o trabalho voltado para saúde mental com as lideranças e gestores. Enfrentar o estresse é parte da vida. Nem sempre é patológico. É preciso aprender a manejar. As ações preventivas são simples e mais baratas. Já o afastamento por doença mental pode gerar altos custos e ser de longo prazo o retorno”, observa Maíra.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) estima que a cada 1 Euro investido no tratamento de depressão e ansiedade voltam 4 Euros em melhoria da saúde e capacidade para o trabalho. Por meio do Centro de Inovação Sesi Fatores Psicossociais (centro.fatorespsicossociais@sesirs.org.br), a entidade oferece soluções para realizar a gestão de fatores psicossociais, reduzir custos com acidentes de trabalho e absenteísmo, promover ambientes de trabalho mais saudáveis e contribuir para a produtividade e sustentabilidade da empresa.  

“Os fatores estressores e os recursos internos para lidar com o estresse são diferentes para cada pessoa. Considerando este cenário e as peculiaridades de cada empresa, o Sesi-RS tem recomendado ações que promovem saúde mental por meio da gestão de fatores psicossociais, gerenciamento do estresse, assessoria psicossocial, atendimento psicológico, dentre outras”, conclui a psicóloga.

 

Foto: Margareth Treichel Gluger

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