Setor de transformação deverá expandir produção e exportação
Até 2010, os fabricantes de produtos plásticos estabeleceram ampliar o consumo de artefetos em 21%, elevar o faturamento da indústria em 22% e a oferta de empregos em 10%. As metas, estipuladas em conjunto entre seis associações representativas do setor, fazem parte da proposta encaminhada pelas entidades ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior.
Segundo as entidades – Associação Brasileira do Plástico (Abiplast), Associação Brasileira da Indústria de Embalagens Plásticas Flexíveis (Abief), Associação Brasileira dos Produtores de Fibras Poliolefínicas (Afipol), Associação Brasileira dos Fabricantes de Embalagens Laminadas (Abraflex), Associação Brasileira dos Fabricantes de Brinquedos (Abrinq) e Associação Brasileira da Indústria de Filmes Biorientados (Abrafilme) -, para que os objetivos sejam cumpridos, o Governo Federal precisa atender reivindicações como a redução da alíquota de importação de resinas termoplásticas, que atualmente está em 14%.
Para José Ricardo Roriz Coelho, presidente da Abrafilme, a medida visa fazer com que os transformadores brasileiros tenham as mesmas condições de preços dos transformadores instalados em ´países da América Latina. Segundo ele, os preços de resinas no mercado nacional estão entre 18 e 35% cima dos praticados na Argentina, Chile, Colômbia, México e Venezuela. No documento, as entidades afirmam que em dois anos, com o aumento do consumo de artefatos para seis milhões de toneladas, o setor pode gerar 33 mil novos empregos. Com isso sugerem as entidades, os fornecedores de matérias-primas também poderiam ser beneficiados, pois o consumo de resinas aumentaria 19,7%, chegando a 5,8 milhões de toneladas, em 2010.
Outra medida que deverá influenciar positivamente o setor é o chamado drawback, que reduzirá o custo de produção para exportação. Desde outubro, os exportadores brasileiros, incluindo os transformadores de plásticos, estão isentos de tributos federais na compra de insumos e produtos intermediários produzidos no Brasil, desde que usados na fabricação de produtos para exportação. O mecanismo dá direito aos exportadores à supressão do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI), ao Programa de Integração Social (PIS) e à Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins). Com sua regulamentação, a isenção permitirá às empresas exportadoras reduzir em 17% a carga tributária sobre a compra de matéria-prima nacional. Além de a suspensão das taxas ocorrer no ato da compra, o que tende a aumentar o fluxo de caixa das empresas, o mecanismo poderá dar mais competitividade à matéria-prima nacional frente à importada, dependendo dos preços praticados no mercado interno.
Ainda no tocante às exportações do setor, a Abiplast divulga informações sobre as empresas que participam do Programa Export Plastic, coordenado pelo Instituto Nacional do Plástico (INP) com o apoio da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil). Segundo a entidade, essas empresas vêm apresentando resultados expressivos ao longo de 2008, com desempenho superior ao obtido pelo setor de transformação como um todo, devido ao planejamento e à participação em eventos fora do país. Com o drawback, as exportações brasileiras de produtos plásticos transformados poderão seguir essa tendência, ainda que dependendo da demanda externa.
Fonte: Revista Plástico Industrial de nov/08.
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