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07/07/2017

Posicionamento empresarial sobre reformas

Os líderes empresariais honestos querem mostrar à sociedade um discernimento entre o que são verdadeiros trabalhadores e o que são meros oportunistas privilegiados, que tomam para si a palavra "trabalhadores" como fachada para esconderem seus privilégios públicos e sindicais.

Para tirar proveito do excesso de benefícios próprios, algumas minorias bem definidas em algumas lideranças públicas e sindicais tentam confundir os trabalhadores honestos e a sociedade em geral para impor suas ideias de forma contraditória e insensata, escondendo seus privilégios individuais.

Os verdadeiros trabalhadores, que estão atuando com dedicação e competência nas empresas, nas repartições públicas ou como profissionais liberais, são os que realmente estão contribuindo para o Brasil sair da crise econômica e buscar seu desenvolvimento para um futuro melhor. São a maioria de nosso povo. E do qual fazemos parte, com muito orgulho e exemplo.

Não defendemos nenhum empresário e nenhum governo corruptos e nossas entidades não possuem nenhum vínculo partidário. Somos pessoas honestas, que em união e harmonia com nossos valorosos trabalhadores, lutamos contra a corrupção e defendemos nossas instituições públicas constitucionais para construir um país mais justo e próspero. O maior exemplo que podemos dar é nosso trabalho honesto.

As lideranças empresariais são a favor da Reforma Trabalhista porque nossa sociedade precisa dar maior segurança jurídica para nós, empregadores, sem diminuir direitos dos verdadeiros trabalhadores.

É preciso acabar com a farra jurídica de mais de 3,8 milhões de processos trabalhistas anuais que geram desarmonia nas relações de trabalho e inibem a geração de empregos.
Muitos dos 14 milhões de desempregados são vítimas do atual sistema jurídico trabalhista que desestimula os empresários a gerarem empregos.

Ao apoiar a Reforma Trabalhista, estamos contribuindo para criar mais e melhores oportunidades de trabalho no Brasil.

Porém, esta proposta de reforma sofre oposição de pessoas privilegiadas, que se alimentam do ódio e das litigâncias jurídicas provocadas por uma legislação parcial, confusa e altamente subjetiva que gera enorme insegurança jurídica aos empregadores.

Quem é contra a Reforma Trabalhista não está defendendo os direitos dos verdadeiros trabalhadores. Pelo contrário: está defendendo corporativismo privilegiado e sindicalismo parasita sustentados por trabalhadores honestos através dos impostos normais e do imposto sindical. Seus interesses econômicos são pagos às custas dos verdadeiros trabalhadores. Estas pessoas fazem o contrário daquilo que pregam.

Também manifestamos apoio, ainda que infelizmente, à Reforma Previdenciária. Nós, empresários e empregados brasileiros, não podemos pagar mais impostos, trabalhar mais para o governo e sustentar todos os atuais e futuros aposentados, mantendo as atuais condições da Previdência.

De maneira lamentável, teremos de adiar nossos dignos direitos, devido ao grande déficit e ao desequilíbrio entre as aposentadorias públicas e do INSS.
Mais uma vez, os líderes contrários a esta proposta são, de modo geral, defensores do seus interesses individuais e não visam o bem comum. Inclusive não são geradores de riquezas e empregos.

Portanto, não estranhamos que estes privilegiados, que se auto intitulam "defensores dos trabalhadores", não critiquem as altas aposentadorias públicas que provocam o maior déficit nas contas da União. São pessoas que pensam apenas nos próprios interesses imediatos e não, nos direitos e na salvaguarda das futuras gerações.

Por isto, como cidadãos livres e construtores do desenvolvimento econômico e social, é nossa responsabilidade alertar e dar discernimento à toda sociedade brasileira sobre este agir oportunista destas minorias privilegiadas.

Jaime Lorandi

Presidente do Sindicato das Indústrias de Material Plástico do Nordeste Gaúcho (Simplás)

Foto: Freepik

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