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04/10/2017

Indústria 4.0 será a atração no menu da próxima Reunião-Jantar do Simplás

Diretor Regional do Senai-SC, Jefferson de Oliveira Gomes aborda o tema segunda-feira (9), às 20h, na CIC de Caxias do Sul (RS)

O mundo em 2020 será tão diferente quanto o seguinte: profissões que ainda nem existem, substituirão outras que acabaram de surgir; a educação precisará ser reformulada para a solução de problemas; e um mergulho no associativismo de lógicas será fundamental para o desenvolvimento dos negócios no Brasil. As estimativas fazem parte da palestra Indústria 4.0 que o diretor regional do Senai de Santa Catarina, Jefferson de Oliveira Gomes (foto), traz para a Reunião-Jantar do Sindicato das Indústrias de Material Plástico do Nordeste Gaúcho (Simplás) na segunda-feira (9), a partir das 20h. O evento será na Câmara de Indústria, Comércio e Serviços (CIC) de Caxias do Sul (RS). Mais informações e consulta para adesões podem ser feitos pelo telefone (54) 3013.8484 ou e-mail vanessa@simplas.com.br. A Reunião-Jantar do Simplás tem o patrocínio de RaidBR Tecnologia da Informação.

Engenheiro mecânico formado e mestrado pela UFSC e professor da divisão de engenharia mecânica-aeronáutica do Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA), Gomes deixou a gerência executiva de tecnologia e inovação do Senai nacional, em Brasília, para assumir o comando da regional catarinense, em Florianópolis, há dois anos.

“Nos acostumamos com uma indústria que trabalha gente com máquina. Só que agora chegamos num momento em que a máquina trabalha com a gente. É uma lógica um pouco diferente”, observou Gomes, durante reunião de diretoria da Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina (Fiesc), em junho de 2016.

Segundo o palestrante, a dificuldade de acesso à infraestrutura e o labirinto regulatório têm se mostrado os maiores entraves para o desenvolvimento da indústria 4.0 em solo nacional. Por outro lado, existe grande oportunidade para novidades germinadas em parques tecnológicos.

“Os americanos dizem que estamos saindo da era em que produzimos para o cliente e estamos chegando na era em que o cliente nos produz. É a era da customização em massa. O cliente me diz o quê e como quer. Por meio de sensores, estas informações são transmitidas diretamente à fábrica, a partir do produto. Primeiro, tínhamos as máquinas comunicando-se entre si. Agora, temos plantas industriais inteiras interligadas, recebendo e transmitindo informações e trabalhando com robótica inteligente”, comentou.

Neste sentido, o grande dilema do futuro, nada distante, de acordo com o diretor do Senai-SC, reside justamente na educação. Gomes apontou que o Brasil tem 27 milhões de estudantes formados “para nada”. Apenas 6% dos jovens brasileiros concluem o ensino médio com alguma formação técnica. Na Alemanha, o índice gira em torno dos 56%. E na Suécia, supera os 70%.

Dados do Fórum Econômico Mundial citados por Gomes revelam que dos 3 bilhões de trabalhadores com algum tipo de carteira assinada no mundo, 1 bilhão exercem profissões que não existiam cinco anos atrás. E das profissões que surgirão nos próximos oito anos, 65% ainda são desconhecidas.

“Ninguém sabe dizer com certeza o que vai acontecer. Mas o que se sabe é que a educação terá de ser baseada em problemas. As pessoas terão que trabalhar mais em conjunto e menos em tirar títulos separados. Será preciso entender de engenharia e de psicologia. A indústria moderna é feita por gente que pensa e trabalha”, concluiu.

Foto: Fernando Willadino

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